Antonio Izidoro - CRP: 14/02004-4
Isabela Rocha Izidoro - CRP: 14/07081-8
Lilian C. R. Izidoro - CRP: 14/01744-8

 

Firmino Vieira de Matos, 1297 - Dourados/MS
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Por que é tão difícil se relacionar?

 

As dificuldades das relações entre as pessoas tem sido um dos temas mais discutidos em vários contextos. De programas de televisão a artigos de revistas, dos livros de autoajuda as pesquisas científicas, das redes sociais ao bate-papo com os amigos. Na clínica também não é diferente, este tema tem sido um dos principais motivos de busca pela psicoterapia. As queixas retratam problemas muitas vezes na relação conjugal, com os filhos, pais ou até mesmo com o colega de trabalho. Além de querer diminuir o sofrimento vivenciado e do impacto deste em muitas áreas da vida, as pessoas geralmente desejam identificar o motivo que gerou a dificuldade e as possibilidades de melhorar o relacionamento.

Independentemente de com quem se tem a dificuldade, o importante é que ela denúncia sobre nós mesmos também. Porque é neste espaço das relações interpessoais que podemos perceber as nossas emoções e reações diante das dificuldades com o outro. A proposta da psicoterapia é ampliar a percepção de quem somos, porque agimos de determinada maneira e não de outra e os efeitos destes comportamentos sobre nós mesmos e dos outros.

A Terapia Cognitivo Comportamental - TCC - foca o aqui e agora, ou seja, os problemas no presente e tem como premissa central que não são as situações que causam as dificuldades, mas a maneira como interpretamos estas. Esta visão irracional não considera as diversas variáveis do ambiente sendo a principal causa do pensamento distorcido. E quais são as implicações? Emoções desagradáveis e comportamentos disfuncionais que trazem prejuízo tanto na esfera pessoal como nos relacionamentos interpessoais; o que acaba por retroalimentar a situação de conflito.

Vamos entender melhor:

Fonte: Beck, 2017. Fonte: Beck, 2017.
 

Como podemos observar, o comportamento de esquiva do Jorge afasta e inibe ainda mais futuras tentativas de diálogo com a esposa, fazendo com que, no fim das contas, reforce as suas ideias de que é fraco e que as pessoas são superiores e irão julgá-lo.

Por meio de um processo colaborativo entre terapeuta e paciente, o objetivo terapêutico é desenvolver maneiras mais realistas de enxergar a situação; como também a construção de estratégias de enfrentamento para manejar situações de conflito, ruptura e instabilidade que permeiam as relações. Além de prover maior repertório para se relacionar e se adaptar ao momento presente, como o desenvolvimento de habilidades empáticas e sociais. Assim, quando temos uma visão mais realista sobre a dificuldade, nos sentimos aptos a colocá-la em perspectiva e agirmos de forma ativa e resolutiva.

 

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