Antonio Izidoro - CRP: 14/02004-4
Isabela Rocha Izidoro - CRP: 14/07081-8
Lilian C. R. Izidoro - CRP: 14/01744-8

 

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COMPREENDA-SE E VIVA MELHOR

A forma como interpretamos as situações vividas geram emoções que por sua vez são sentidas em nosso corpo.

Quem um dia não sentiu um desânimo, o corpo pesado, vontade de não sair da cama e de deixar tudo para depois? No entanto, levantou, reagiu, encontrou forças e, depois que tudo passou, percebeu que enfrentou as dificuldades muito bem. Porém, para muitas pessoas, com o passar do tempo as coisas começam a mudar: o cotidiano se torna pesado, aquilo que não incomodava passa a atrapalhar, os problemas passam a ser vistos como indissolúveis, o ritmo em resolver as coisas fica mais lento, o apetite altera, o sono demora a chegar e os desconfortos físicos se manifestam. Até que o corpo começa a gritar o que a alma não fez por ouvir. É que as situações difíceis da vida que geram sofrimento emocional muitas vezes acabam sendo vivenciadas fisicamente. Os sintomas físicos não são produzidos de forma intencional, mas manifestam-se, algumas vezes, de forma intensiva provocando quadros clinicamente significativos e/ou prejuízos no desempenho ocupacional e social. Tudo isso resulta em visitas a consultórios médicos em busca por um diagnóstico e tratamento. Compreende-se, então, que mente e corpo não se separam e necessitam ser tratados como unidade. Pesquisas atuais que estão conseguindo mapear minuciosamente os caminhos de comunicação entre o cérebro e os sistemas imunológicos e endócrinos confirmam esta interação, que ocorre por meio de uma complexa rede de neurotransmissores, hormônios e proteínas, que se influenciam mutuamente.

As situações estressantes da vida - como perdas, dificuldades no trabalho ou econômicas; somadas a algumas características pessoais como nível de exigência muito elevado, culpas inapropriadas, mágoas, preocupações constantes, entre outras - adicionadas a vulnerabilidade física ou psíquica da pessoa, podem em longo prazo ser fatores que contribuem para o surgimento de queixas somáticas. Não se pode afirmar que toda doença tem origem nas emoções, pois elas são causadas por um conjunto de fatores (hereditariedade, alimentação, poluentes ambientais, agentes infecciosos, maus hábitos, drogas...), mas a mente é um deles. A psicologia é a ciência e a profissão que se compromete em estudar o comportamento humano e seus processos mentais. Deste modo, é importante ressaltar que a psicologia clínica não se propõe a tratar os sintomas físicos manifestos, mas sim a estrutura psíquica da pessoa, levando-a a administrar os fatores que contribuíram para o surgimento das queixas. Mas quando o sofrimento psíquico já alcançou o estado de provocar a manifestação de doenças, o tratamento interdisciplinar é o indicado, em que o médico especialista e o psicólogo trabalham simultaneamente e em parceria. O primeiro tratando da pessoa enferma e o segundo oferecendo recursos importantes para uma compreensão mais ampla do processo de adoecimento.

Dentre várias abordagens de psicoterapia, a Terapia Cognitivo Comportamental – TCC se propõe a auxiliar o paciente a reestruturar os aspectos emocionais, no que se refere a conhecer a si mesmo e mudar a sua forma disfuncional de pensar, sentir e agir. Ou seja, ensina a lidar com a cadeia de reações emocionais que leva o corpo a responder com sinais físicos. Este processo terapêutico ocorre através de uma parceria entre terapeuta e paciente, em um ambiente onde o terapeuta está permanentemente interagindo com o paciente. Inicialmente o grau de atividade do terapeuta é maior devido à manifestação dos sintomas e ao processo de adaptação do paciente com a própria terapia. À medida que o paciente vai progredindo, o terapeuta o estimula a desempenhar um papel de maior atividade, assumindo a responsabilidade pela identificação e manejo dos problemas. O objetivo terapêutico é que este se posicione rumo às mudanças aplicando os conceitos básicos aprendidos na terapia no seu dia-a-dia. A TCC se fundamenta no conceito de que o paciente pode aprender habilidades para modificar seus pensamentos, controlar o humor e fazer mudanças significativas de comportamentos.

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